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Uma reflexão sobre meu percurso pessoal e profissional, e como meu ambiente moldou minha visão de mundo.
Meu nome é Victor, atualmente possuo 22 anos e sou desenvolvedor, além de estudar tecnologia, inteligência artificial e geopolítica. Cresci e moro na periferia da capital paulista, em um Brasil que historicamente se estruturou como um país colonial, extrativista e entreguista. Nesse sistema, as riquezas naturais e produtivas do país são exploradas por potências estrangeiras e elites internas, enquanto a maior parte da população lida com desigualdade, precarização do trabalho e instabilidade econômica.
Meu cotidiano sempre foi marcado por essa realidade. Crescer na periferia me proporcionou uma visão crítica sobre as dificuldades enfrentadas pela maioria dos brasileiros: transporte público superlotado, educação e saúde públicas subfinanciadas e uma constante luta por melhores oportunidades. Ao mesmo tempo, esse ambiente moldou minha resiliência e capacidade de adaptação. Diferente de muitos que nasceram em condições mais favoráveis, precisei entender desde cedo como navegar por um cenário que nem sempre favorece quem vem de baixo.
A verdade é que dificilmente alguém começa do "zero". Quem diz isso geralmente já tem uma base familiar e/ou patrimonial estruturada. Já possui uma família que forneceu o pilar para seu desenvolvimento, seja um carro, uma casa, um computador ou um celular bom. Para quem cresce na periferia, a realidade é diferente. No máximo, se tem um celular intermediário para baixo e poucas chances reais de estudo. Ter um celular não significa ter acesso a uma educação de qualidade. O ensino público muitas vezes não prepara para o mercado de trabalho, e as barreiras vão além do acesso à internet. É como jogar no modo Hard, enquanto quem tem uma base familiar sólida joga no Easy — cada um com seus obstáculos, mas partindo de contextos completamente distintos.
A tecnologia, para mim, sempre foi uma ferramenta de ascensão e liberdade. Aprender a programar e entender os mecanismos do mundo digital me permitiu acessar oportunidades que, de outra forma, poderiam estar fora do meu alcance. No entanto, sei que esse caminho não é acessível para todos, e vejo a falta de investimentos em educação tecnológica como um reflexo do próprio modelo exploratório do país.
Além da tecnologia, sempre me interessei por geopolítica, pois acredito que entender os interesses das grandes potências e suas influências no Brasil é essencial para compreender nossa realidade. O país é uma peça em um tabuleiro global onde decisões políticas e econômicas externas frequentemente determinam nosso destino. Busco referências tanto do Ocidente quanto do Oriente, analisando diferentes perspectivas sobre o papel do Brasil na geopolítica mundial. Esse interesse foi um dos fatores que me levou a aprender Mandarim. O Chinês é a língua da segunda maior economia do mundo e de uma potência que tem expandido sua influência global rapidamente. Se o Inglês se tornou essencial por conta do domínio britânico durante séculos e, posteriormente, da ascensão dos EUA como superpotência no pós-Segunda Guerra, aprender Chinês hoje é um passo lógico para compreender um mundo que caminha para uma nova configuração multipolar.
Diante desse cenário, minha abordagem para contribuir com a sociedade não é tentar resolver problemas estruturais — esses exigem mudanças políticas e sociais profundas — mas sim facilitar o cotidiano das pessoas. Acredito que a automação é um dos caminhos para tornar nossa vida mais produtiva e menos burocrática. Meu foco é criar soluções que reduzam tarefas repetitivas, permitindo que as pessoas tenham mais tempo para o que realmente importa: seja para crescer em outras áreas, focar em negócios, se dedicar a projetos pessoais ou simplesmente aproveitar a vida sem estar sempre sobrecarregado.
No fim das contas, minha trajetória e visão de mundo não são apenas fruto de escolhas pessoais, mas também das circunstâncias sociais e históricas nas quais estou inserido. Minha busca por conhecimento e independência financeira está diretamente ligada a essa compreensão, e acredito que o futuro depende da nossa capacidade de enxergar além do imediato e construir soluções reais para os problemas que nos cercam.